domingo, 26 de junho de 2011

Nkosi,Hoximucumbe,Inkosi mucumbe

NKOSI - OGUM



ORIXÁ da guerra, das batalhas, dos metais, da agricultura, dos caminhos e da tecnologia. Em muitas lendas aparece como irmão de Oxósse e Exú. Um símbolo de Ogum sempre visível é o màrìwò (mariô) - folhas do dendezeiro (igi öpë) desfiadas, que são colocadas sobre as portas das casas de candomblé como símbolo de sua proteção.


Depois de Exú é o Ogum que está mais próximo dos homens. Seu símbolo principal é uma espada de ferro chamada idà, seu dia é a terça-feira.Senhor da guerra, dono do trabalho porque possui todas as ferramentas como seus símbolos. Orixá do fogo e do ferro em que são forjados os instrumentos como espada, a faca, a enxada, a ferradura, a lança, o martelo, a bigorna, a pá, etc.


É o dono do Obé (faca) por isso vem logo após o Exú porque sem as facas que lhe pertencem não seriam possíveis os sacrifícios. Ogum é o dono das estradas de ferro e dos caminhos. Protege também as portas de entrada das casas e templos. Ogum é protetor dos militares, soldados, ferreiros, trabalhadores e agricultores.


O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OGUMOs filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções. São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.OGUM — Orixá das Guerras e da Tecnologia !!!LendaOgum lutava sem cessar contra os reinos vizinhos. Ele trazia sempre um rico espólio em suas expedições, além de numerosos escravos. Todos estes bens conquistados, ele entregava a Odúduá, seu pai, rei de Ifé. Ogum continuou suas guerras. Durante uma delas, ele tomou Irê. Antigamente, esta cidade era formada por sete aldeias. Por isto chamam-no, ainda hoje, Ogum mejejê lodê Irê - "Ogum das sete partes de Irê".Ogum matou o rei, Onirê e o substituiu pelo próprio filho, conservando para si o título de Rei. Ele é saudado como Ogum Onirê! - "Ogum Rei de Irê!"Entretanto, ele foi autorizado a usar apenas uma pequena coroa, "akorô".

Mukumbe

Era um terrível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos.
É filho de mikaiá
Mukumbe caça e inventa armas. Deve-se ter sempre a seus pés uma cabaça virada, pois se ele chegar e não encontrá-la, fica nervoso. O fogo e o sangue simbolizam a raiva e o desejo de guerrear. Ele teve várias esposas: dandalunda, myina lugando e matamba. Por onde passava conquistava aldeias e cidades, era aclamado e recebia vários nomes. Seu principal alimento é o inhame acará.
Mukumbe é assentado, geralmente, do lado de fora. Gosta de ficar rodeado de árvores, como peregun, sua árvore de maior fundamento, e jaqueira. Mulher não deve chegar perto.
Qualidades
- tateto njango ria tango avango (equivalente a ogun já no kétu)
É o inkice da casa de Lembaranganga, o grande guerreiro branco. Como todo mukumbe, come inhame, tem temperamento rabugento e solitário. Em seus assentamentos leva osùn e wáji. Não se pronuncia seu nome em vão e nem à noite. Veste branco e, também, o verde. Suas contas são verde-claras. Cobre-se de mariwo.
- tateto njango ria rossi mukumbe ( equivalente a aryes ou waryn no kétu )
É perigoso e feiticeiro, ligado aos antepassados. Tem temperamento muito difícil e autoritário. Veste verde-claro, come com mikaiá e Lembaranganga. Gosta de comer cabritos pequenos, aprecia a carne de marreco e não come frango em suas obrigações.
- tateto njango ria kitaguaze (equivalente a ajaká no kétu)
Irmão mais velho de kambaranguange conquistou a cidade de oyó e deu para seu irmão governar. Guerreiro sanguinário. Veste-se de vermelho e verde escuro, suas contas são iguais à vestimenta. Teria sido o primeiro rei de oyó. É agressivo, gosta de dar ordem e ser obedecido.
- tateto njango ria minicongo (equivalente a ikolá no kétu)
É um mukumbe solitário que tem ligação com xoroque do kétu e lembaranganga. Come igbin e veste-se de verde escuro ou vermelho. Adora galos vermelhos e bode de chifres grandes.
- tateto njango ria gongo mucongo (equivalente a elemoná no kétu)
Mora nas matas e caça muito bem. É muito sério, áspero, não se apegando a ninguém, a não ser a sua própria família. Tem fundamento com kaviungo e aluvaiá.
- tateto njango ria nangue (equivalente a alabedè no kétu)
É um grande ferreiro e ferramenteiro. Este mukumbe é o marido de mikaiá savace e o pai de mavalutango. É o mais velho, trabalhador, exigente e rabugento. Veste-se de azul arroxeado e o vermelho. Contas iguais a roupa. Come com aluvaiá e mikaiá.
- tateto njango ria mugomessá (equivalente a olodé no kétu)
É caçador e não come animais caseiros. Amigo e conhecedor dos caminhos como Gongobila, semelhante a Gongobila. Come, em seus assentamentos, caça. Leva um adematá e só come nos caminhos da mata.
- tateto njango ria jambá (equivalente a mege ou mege-mege no kétu)
Seria o mais velho, a raiz de todos. É um mukumbe completo. Come nos cemitérios. Solteirão, ranzinza e muito sanguinário. Suas cores são o verde claro e o vermelho claro.
- tateto njango inkosse naruê (equivalente a mené)
É um jovem guerreiro. Veste-se de verde claro e usa contas verdes. Come com Lembaranganga e tem grande fundamento com mikaiá.
- tateto njango ria mavalutango (equivalente a akoró no kétu)
É irmão mais velho de Gongobila e ligado a floresta. É invocado no pade. É filho de mikaiá savace, jovem, dinâmico, entusiasta, empreendedor, protetor seguro, amigo fiel e ligado ao mau.
- tateto njango ria katambo rucongo (equivalente a oniré no kétu)
Usa contas verdes. Guerreiro impulsivo, cortador de cabeças, ligado à morte e aos antepassados. Muito impaciente, não pensa antes de agir, mas acalma-se rápido.
- tateto njango ria aluanda (equivalente a ajò no kétu)
Fica fora do barracão e toma conta da porteira. É o primeiro a ser saudado. Companheiro de aluvaiá ronda as encruzilhadas, comendo com aluvaiá nas estradas. Veste-se e tem contas azuis arroxeado.
Unsaba
- eucalipto, umbaúba, camboatá, chapéu de couro, capim limão, cordão de frade, folhas de manga espada, pé de pinto, vence demanda, abre caminho, peregum, dandá da costa.

Daí ser chamado, também, de Ogum Alakorô - "Ogum dono da pequena coroa".Após instalar seu filho no trono de Irê, Ogum voltou a guerrear por muitos anos. Quando voltou a Irê, após longa ausência, ele não reconheceu o lugar. Por infelicidade, no dia de sua chegada, celebrava-se uma cerimônia, na qual todo mundo devia guardar silêncio completo. Ogum tinha fome e sede. Ele viu as jarras de vinho de palma, mas não sabia que elas estavam vazias. O silêncio geral pareceu-lhe sinal de desprezo. Ogum, cuja paciência é curta, encolerizou-se. Quebrou as jarras com golpes de espada e cortou a cabeça das pessoas. A cerimônia tendo acabado, apareceu, finalmente, o filho de Ogum e ofereceu-lhe seus pratos prediletos: caracóis e feijão, regados com dendê, tudo acompanhado de muito vinho de palma.Ogum, arrependido e calmo, lamentou seus atos de violência, e disse que já vivera bastante, que viera agora o tempo de repousar. Ele baixou, então, sua espada e desapareceu sob a terra. Ogum tornara-se um Orixá.

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